Viver Faz Mal a Saúde
Viver Faz Mal a Saúde
Cada vez mais, estamos vendo nos noticiários que as pessoas estão chegando facilmente aos 90 e 100 anos. O ser humano vive muito mais.
Talvez seja por conta dos avanços da ciência ou quem sabe? Porque as pessoas com mais qualidade da verdadeira vida, se estressam menos...
Mas, se formos nos ligar nas “proibições”, com certeza, morreremos por absoluta falta do que comer! Isso porque, diariamente, lemos que uma infinidade de produtos que consumíamos, agora estão fazendo mal.
Somos proibidos de comer carnes com gorduras, massas, alguns tipos de frutas, bebidas alcoólicas e cigarros, principalmente.
A ciência descobre a cada dia, que mais e mais produtos são prejudiciais ao organismo e ficamos num verdadeiro “mato sem cachorro”, todas as vezes que pratos deliciosos são colocados à nossa frente!
Já vão distantes os tempos que podíamos consumir um belo bife, rodeado com aquela saborosa gordura, ou um churrasco com a carne mal passada e gordurosa. Rabada ou mocotó então, nem pensar!
Meu avô, que faleceu aos 107 anos de idade, devorava carne de porco e de boi mal passada e com gordura, lambia os beiços com uma bela feijoada com tudo que tinha direito, se deliciava com costela cheia de banha e ainda por cima, tomava uma pinga às cinco horas da manhã, outra ao almoçar e mais outra, antes de dormir...
Os velhos que hoje chegam aos 100 anos, quando entrevistado para se saber do motivo da excelente saúde e da longevidade, dão um muxoxo e exclamam: Como de um todo, bebo minhas biritas e ainda fumo meu cigarro de palha todos os dias!
A preocupação com a saúde perfeita dos mais jovens tem levado esses a conceber uma lista de “coisas proibidas”. A tônica é o culto ao corpo e nessa onda, vai um exercício físico (que também já descobriram que em excesso, está fazendo mal...), uma colher de arroz, uma folha de alface, uma medalha de bife grelhada, etc... E, vemos com pesar aumentar o número de pessoas até os 40/45 anos, com câncer de diversos tipos, pressão arterial alta, AVC´s, e morte prematura do coração.
Estou com 62 anos e há mais de 30 anos não vou ao médico. Não sinto qualquer tipo de dor e pego resfriado ou gripe muito raramente, talvez de cinco em cinco anos! Não tenho problemas de pressão, como tudo que, para mim, é ótimo: Feijoada, rabada, mocotó, miúdo de porco com polenta, bucho no feijão ou com batata, churrasco só se tiver uns dois dedos de gordura... Não tenho qualquer problema sexual!
Na minha modesta e despretensiosa opinião, o que faz mal aos mais jovens é o stress. Sujeito estressado não “funciona” na hora do sexo, tem sérios problemas de pressão, vive mal humorado, corre para que o seu dia de 24 horas possa ter 48 horas, vive “pendurados” em cartões de créditos, agiotas, e dívidas bancárias, muda de religião como se muda de camisa e de emprego como se nada fosse bom o suficiente para ele.
Procuram esses sujeitos estarem “antenados” com as novidades eletrônicas e circulam na Internet atrás do último modelo de laptop, do carro recém lançado, da casa inteligente.
Planejam viagens para endereços que ainda não visitaram só para, ao regressar, contar aos amigos, que viram o modo simples das pessoas do campo ou de cidades que ainda parecem estar vivendo no século 19. Se sentem os “máximos”, porque – comparados aos pobres camponeses que visitaram – têm esses turistas uma vida prá lá de moderna.
Esquecem que qualidade de vida tem a ver com a satisfação pessoal. Tem pessoas que vivem em belas casas próximo ao mar, dotadas de todos os itens da chamada modernidade, que são infelizes. Ao passo que outros que moram em favelas no alto dos morros, são inteiramente felizes!
Portanto, se fôssemos dar “ouvidos” e levar a sério todas as proibições que nos são impostas por uma sociedade hipócrita e imediatista, chegaríamos à conclusão que viver faz mal a saúde...
