Política de Insegurança
Política de Insegurança
Ainda não lemos nem ouvimos notícias positivas, sérias, sobre as causas de tanto banditismo no País. Nem ouvi qualquer das autoridades as razões de tanto insucesso no combate à violência. A sensação é de que estamos no País dos paliativos, da tolerância, da cumplicidade, responsável pelos remendos provisórios ou da incompetência, do oportunismo que envolve e seduz os encarregados de velar (é, velar mesmo, que já morreu) pela Ordem pública, pela justa aplicação das leis sem os tantos melindres de “direitos humanos” dos animais que matam por qualquer nada, que tiram uma vida por um naco de droga qualquer. Ou seja, os transgressores, os fora-da-lei têm mais direitos que o cidadão. O Estado pode ser considerado, por sua letargia, o assassino de boa parcela do povo sem quaisquer recursos, enquanto os políticos tornam-se donos de um Estado e roubam descaradamente, ainda se reelegem. O mais triste é justo essa exploração da indigência cultural do povo, que vota perenemente no demagogo que chora nos palanques enquanto planeja novamente enganar. Vivemos no País da injustiça – enquanto os exploradores do povo, governantes e apaninguados, nadam em nossos impostos, o povo morre sem assistência médica, morre de fome ou sobrevive de restos, pois não tem estudo suficiente para entender que bolsa família é esmola que preserva a sua miséria, nada mais.
Temos desonestos em todos os setores da sociedade e ficamos em dúvida quanto às origens de tanta canalhice, tanta mentira, tantas ambições espúrias que assolam todos os níveis da Sociedade, pelos políticos vitalícios que ficaram milionários sem jamais trabalhar a sério, dos magistrados maleáveis, pelos barnabés corrompidos e as autoridades oportunistas.
A política, os projetos em favor do povo são raras e superficiais, resultado da falta de ética, de moral, de humanismo dos bandidos de todo jaez. Por que não vencemos o tráfico? Muita gente lucra com ele? Por que protegemos traficantes-assassinos em prisões de segurança? Por que precisamos deles, ao menos pelo dinheiro, pelas propinas oferecidas a um sistema podre e injusto, mentiroso. Por que não temos uma Educação à altura? Povo esclarecido não vota em demagogos. Se o povo aprender a pensar, a maioria dos deputados e senadores, por exemplo, vai “rodar”, pois eleitores inteligentes não votam em certos pulhas. A própria pré-candidata do Lula (que, dizem por aí, foi guerrilheira impiedosa e torturadora) quer “o apoio do Sarney e do Renan mas não podem aparecer juntos para não queimar a sua imagem” dela. Essa é a política vigente no país.
Os estadistas cederam lugar aos chicaneiros e demagogos. Os dirigentes são meros negociantes e todos trabalham apenas para continuar no poder, onde enriquecem misteriosamente, por isso não têm tempo para fazer algo pelo povo, que desprezam acintosamente. Nas eleições, distribuem abraços, depois de eleitos, bananas, só os privilegiados têm acesso aos gabinetes. A maioria dos dirigentes não tem qualquer noção de administração pública, os legisladores mal sabem ler. E observem que os analfabetos não podem sequer prestar concurso para trabalhar na Prefeitura mas podem candidatar-se a legislador e até a executivo. O direito de voto ao analfabeto, até de entende a jogada, mas permitir que eles se elejam, é o cúmulo da afronta à Sociedade.
Falta a Educação Social em quase todos os eleitos, falta ética, cultura. E vemos medidas estapafúrdias – em vez de melhorar o ensino e valorizar o professor, inventam-se testes, ENEM, ENEDE, ENADA que não vai fazer pelos estudantes o que não se conseguiu em quatro ou oito anos. Da mesma forma, enquanto se tratar bandido, traficante como cidadão e viciado como coitadinho, nada mudará. Cadeia perpétua, sem regalias, para o bandido, cadeia e clínica para os otários que os sustentam. Se tivéssemos autoridades honestas, já teríamos mudado algo. Não basta fazer mesas redondas ou quadradas. Precisa-se de ação. Um povo que tem como representantes certos senadores, por exemplo, não pode esperar nada de bom nem de honesto.A proposta dos fazedores de leis é justo o contrário do que deveria ser – viram a proposta de reduzir a pena aos portadores de pequenas doses de droga? Temos aí a mão de idiotas ou de corruptos?
Infelizmente, falta dignidade, que a maioria deles nunca ouviu falar, ocupados que estavam com suas chicanas perenes.
