Conselho vai avaliar mestres e grupos de folclore

Representantes de diversas manifestações folclóricas prestigiaram a posse do Conselho

PMCI
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Com a presença de representantes de diversas manifestações folclóricas de Cachoeiro de Itapemirim, o prefeito Carlos Casteglione deu posse, na tarde desta segunda-feira (23), aos membros do Conselho Municipal de Registro do Patrimônio Vivo.Caberá ao conselho avaliar mestres e grupos de folclore, artesãos e agremiações carnavalescas que quiserem ser reconhecidos, oficialmente, como patrimônio imaterial do município.

A posse do Conselho vai viabilizar o funcionamento da Lei Municipal 5388, de 2002, que institui e regulamenta o registro do patrimônio vivo em Cachoeiro. "Tenho certeza de que essa lei vai se tornar tão importante para a cultura de Cachoeiro como a Lei Rubem Braga, que já está no seu segundo ano de funcionamento efetivo", disse o prefeito.

A partir do funcionamento do Conselho, o município vai passar a reconhecer como patrimônio vivo e a garantir ajuda financeira a pessoas e grupos que detenham conhecimentos e técnicas necessárias para a produção e preservação das manifestações culturais locais.

A lei ganhou o nome "João Inácio", uma homenagem ao mestre da Folia de Reis Estrela do Mar, falecido no final do ano passado. A secretária municipal de Arte e Cultura, Cristiane Paris, destacou que o funcionamento da Lei João Inácio é mais uma ação de política pública na área de cultura popular implementada em Cachoeiro.

Niecina de Freitas, conhecida como dona Isolina, presidente da Associação de Folclore de Cachoeiro em 2002, lembrou da luta dos grupos e mestres de folclore para a aprovação da lei do patrimônio vivo. "Hoje é um dia muito especial para todos nós. Estamos felizes e agradecidos por termos sido valorizados", disse.

Integram o Conselho Municipal de Registro de Patrimônio Vivo Genildo Coelho Hautequestt Filho, representando o Poder Executivo Municipal; Ângela de Paula Barboza, representante do Poder Legislativo; Rosângela Venturi Barros, representante da Associação de Folclore de Cachoeiro de Itapemirim; Rosinez Machado Lima, representante da Semac; além de Wagnos Pirovane Merenciano, Bruno Fajardo Lima e Diego Scarparo Barbieri, escolhidos entre pessoas de notório saber na área de cultura específica no município.

Preservação das tradições populares

Quem for contemplado pela lei, além de receber o título de patrimônio vivo, deverá assumir um compromisso com a preservação das tradições populares. Terá que repassar seus saberes e práticas para a comunidade, por meio de ações e atividades educativas. Em contrapartida, vai receber uma ajuda de custo anual da prefeitura. No primeiro ano o registro será concedido a seis pessoas ou grupos.

Fonte:PMCI