Lixão preocupa moradores de Muniz Freire

O ambiente está a céu aberto, contrariando a definição de aterro sanitário

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Todos sabem dos graves problemas ambientais representados pelo descarte inadequado de lixo nos chamados lixões. Além da poluição visual e atmosférica (causada pela emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, como o metano) ocorre a contaminação do solo e possivelmente do lençol freático devido à absorção do chorume – líquido contaminado resultante da decomposição do material orgânico. Isso sem falar da proliferação de doenças e insetos, e do perigo real de acidentes para aqueles que por sobrevivência, se veem na contingência de ter que catar lixo em locais que não possuem sequer a separação adequada do lixo hospitalar. Uma calamidade social e ambiental.

O tal “aterro” está localizado em uma bela paisagem entre as montanhas, sendo sua proximidade denunciada à distância pelos urubus, que infestam o local. O ambiente está a céu aberto, contrariando a definição de aterro sanitário que se encontra na própria reportagem citada. Não existe sistema de drenagem do chorume e nem caixa seca, contrariando mais uma vez aquilo que se entende como aterro sanitário. O que se constata é a infiltração de chorume pelo solo, com o claro risco de contaminação do lençol freático e de um córrego que passa ali perto. Também não existe nenhum sistema de drenagem de gases como o metano. No local constatamos a inexistência de qualquer separação do lixo. Vidro, plástico, papel, restos de comida, entre outros, são simplesmente descartados a céu aberto, sendo depois aterrados por uma máquina da Prefeitura, que faz esse serviço duas vezes por mês. A única separação é a de garrafas pets, para posterior venda.

Diferença entre lixão e aterro sanitário

As áreas conhecidas como lixão ficam a céu aberto. Provoca poluição visual, mau cheiro, proliferação de insetos e doenças. Quando chove, o chorume (líquido poluente originário da decomposição de resíduos orgânicos) do lixão escorre para rios, poluindo-os. Também existe a contaminação do lençol freático. Os aterros sanitários, por sua vez, ficam cobertos. Eles evitam proliferação de ratos e insetos e o chorume é canalizado para sistema de caixa seca, que não vai para os rios e possui sistema de drenagem.

A nossa redação tentou entrar em contato com o secretario de meio ambiente do município por telefone, mas ele se encontrava.